Soldado observa navio comercial iraniano M/V Touska a partir de navio de guerra dos EUA durante bloqueio marítimo no Oriente Médio em 20 de abril de 2026. Divulgação/Marinha dos EUA A escalada das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã pode reacender a inflação, elevar as taxas de juros e reduzir o crescimento global para até 1,3%, ante 2,9% no ano passado, afirmou à Reuters o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. Gill, que se aposenta no fim de agosto, disse que o banco elaborou três cenários para sua previsão econômica de junho, diante da elevada incerteza em torno da guerra no Oriente Médio. Em entrevista na noite de terça-feira, ele afirmou que o pior deles, que prevê hostilidades por seis meses ou mais, já está perto de se concretizar. Nesse caso, a inflação global chegaria a 4,5%. Conflitos prolongados e danos à infraestrutura petrolífera da região também podem agravar a insegurança alimentar ao interromper embarques de fertilizantes, hélio e enxofre, desencadeando uma série de efeitos indiretos, como taxas de juros mais altas, disse Gill. As declarações são as primeiras de uma autoridade de alto escalão do Banco Mundial desde a forte escalada das tensões entre Washington e Teerã e o fim do cessar-fogo, que havia alimentado esperanças de um impacto menos severo do conflito.
Escalada da guerra no Oriente Médio pode reduzir crescimento global a 1,3% em 2026, diz Banco Mundial
