BRASÍLIA – A Lei da Reciprocidade não deve ser interpretada como uma retaliação aos Estados Unidos, mas como um instrumento para corrigir uma situação considerada injusta pelo governo brasileiro. A afirmação foi feita nesta terça-feira (21) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Segundo Alckmin, a Lei da Reciprocidade oferece mecanismos institucionais para responder às tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump, sem adotar medidas de confronto direto.
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O vice-presidente falou após reunião com empresários de setores afetados pelo novo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Resposta ao tarifaço
Alckmin ressaltou que a Lei da Reciprocidade foi aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional e prevê instrumentos legais para eventual resposta, respeitando etapas como consultas e audiências públicas.
"Olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso", afirmou.
O ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, também participou da reunião e disse que o governo adotará medidas para reduzir os prejuízos aos setores atingidos.
