A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026, segundo o Informe Conjuntural do 2º Trimestre divulgado nesta quarta-feira (22). No mesmo levantamento, a entidade elevou de 1,1% para 1,8% a estimativa para a agropecuária e revisou de 1,6% para 2,1% a expectativa de expansão da indústria.
A revisão para a agropecuária foi associada à perspectiva de uma nova safra recorde de soja e ao avanço da produção animal. A CNI destacou que, no fim de 2025, a previsão para o setor era de estagnação.
Na indústria, a principal mudança veio da indústria extrativa, cuja projeção de crescimento passou de 7,8% para 9,1%. Segundo a entidade, o aumento da produção de petróleo deve sustentar o segmento, considerado menos sensível aos efeitos dos juros elevados e das condições restritivas.
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A indústria de transformação também teve ajuste positivo, de 0,3% para 0,6%. De acordo com o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, a revisão da expectativa para o segmento foi influenciada pelo desempenho de derivados de petróleo, produtos farmoquímicos e farmacêuticos e automóveis.
Para a construção civil, a estimativa de crescimento subiu de 1,3% para 1,5%.
