A fabricante de equipamentos WEG encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,56 bilhão. O montante representa uma queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo principalmente a desaceleração dos projetos de geração solar no Brasil e o impacto da valorização do real sobre as receitas externas. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, porém, o lucro avançou 7%.
Apesar da leve retração do resultado, a companhia manteve margens operacionais elevadas. A receita operacional líquida somou R$ 10,14 bilhões, praticamente estável frente ao segundo trimestre de 2025, com recuo de 0,6%. O Ebitda atingiu R$ 2,21 bilhões, queda de 2,1%, enquanto a margem Ebitda ficou em 21,8%.
À CNN, o diretor financeiro da empresa, André Rodrigues, explica que o principal fator para a redução da receita foi o menor volume de entregas de projetos de geração solar de grande porte (centralizada) no Brasil, consequência da ausência de novos empreendimentos em 2026. Em contrapartida, a empresa catarinense destacou a continuidade das entregas para projetos de transmissão e distribuição de energia, além da melhora da atividade industrial doméstica.
O destaque do período ficou no mercado externo.
