O Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto, Dom Moacir Silva, nomeou o Padre Kleber Tostes Pedro como o novo exorcista arquidiocesano. A decisão, oficializada nessa segunda-feira (20), fundamenta-se na preparação específica do sacerdote e na demanda por atendimento espiritual especializado na região.
A função, embora cercada de curiosidade, segue normas rígidas do Código de Direito Canônico e orientações da Igreja Católica.
Identificação de casos e o rito de exorcismo
A prática do Exorcismo Maior é voltada para situações de tormento especial ou possessão demoníaca.
Para identificar esses casos, a Igreja observa sintomas específicos como a xenoglossia (falar ou entender línguas desconhecidas), manifestação de conhecimentos ocultos e força física incompatível com a idade ou condição do indivíduo. Também são avaliados sinais de aversão ao sagrado, como reações negativas a nomes santos e imagens sacras.
A Igreja adota cautela para evitar o sensacionalismo. Desde o século XIX, a instituição reconhece que muitos casos antes atribuídos a possessões são, na verdade, patologias psicológicas.
Por isso, o discernimento exige uma análise interdisciplinar, sendo o exorcismo a última hipótese de intervenção, nunca a primeira.
O exercício da função deve observar estritamente o Ritual de Exorcismo aprovado pela Santa Sé.
O documento oficial de nomeação recomenda que o múnus seja exercido com extrema caridade pastoral e discernimento.
