O Projeto Muçununga pretende emitir cerca de 500 mil créditos de carbono em 40 anos com a restauração de 1.242 hectares de Mata Atlântica em 8 municípios do sul da Bahia. A implantação começou em julho de 2025.
A iniciativa é desenvolvida pela Biomas e pela Carbon2Nature Brasil em áreas da Veracel Celulose. A Biomas tem como acionistas Itaú, Marfrig, Rabobank, Santander, Suzano e Vale. A Carbon2Nature Brasil é uma sociedade formada pela Neoenergia e pela Carbon2Nature, empresa do grupo espanhol Iberdrola.
Segundo as empresas, o projeto utiliza 105 espécies nativas. As áreas estão distribuídas por Belmonte, Eunápolis, Guaratinga, Itagimirim, Itapebi, Mascote, Potiraguá e Santa Luzia.
O Muçununga reúne 320 áreas de 1 a 20 hectares. Os trechos ficam ao redor das plantações de eucalipto da Veracel e formam pontos de conexão entre fragmentos de Mata Atlântica.
Leo Garfinkel/Poder360 – 16.jul.2026
O projeto reúne 320 áreas de 1 a 20 hectares ao redor das plantações de eucalipto da Veracel; na imagem, trecho do Muçununga em 16 de julho de 2026
As empresas esperam emitir os primeiros créditos em 2029, depois de uma auditoria independente verificar o volume de dióxido de carbono removido da atmosfera. A comercialização dos certificados será a principal fonte de receita do projeto.
Biomas e Carbon2Nature pretendem participar das chamadas de compra da Symbiosis Coalition.
