Um mural do aiatolá Ali Khamenei, sucedido por seu filho, Mojtaba, em Teerã EPA/Shutterstock Após dez dias de troca de ataques com os Estados Unidos pelo controle da vital via marítima do Estreito de Ormuz, os líderes do Irã parecem ter três opções. Mas nenhuma delas oferece um caminho claro para a vitória. A primeira é aceitar grande parte do que Washington deseja: garantir a passagem livre e segura pelo estreito, encerrando os ataques a navios comerciais; abrir mão ou reduzir o estoque de urânio altamente enriquecido; e aceitar inspeções intrusivas do órgão fiscalizador nuclear global. Em contrapartida, Teerã buscaria o fim do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos, o alívio das sanções e garantias contra novos ataques. Essa é provavelmente a opção menos custosa em termos materiais, mas também a mais custosa politicamente. Reabrir Ormuz sem garantir um reconhecimento do papel do Irã na gestão da via navegável significaria abrir mão do que alguns em Teerã veem cada vez mais como um recém-descoberto poder de dissuasão, um poder que agora pode parecer mais eficaz do que os mísseis do Irã, seus grupos aliados na região ou até mesmo seu programa nuclear. Pela primeira vez, a República Islâmica demonstrou sua capacidade de impor custos imediatos à economia global em resposta a um ataque de seus inimigos ao seu território. O programa nuclear, por sua vez, tem sido apresentado há muito tempo como um direito que o país tem e que não pode ser forçado a abandonar.
Por que o Irã está arriscando tanto por causa do Estreito de Ormuz
