Utilizada há décadas no tratamento do Parkinson, a estimulação cerebral profunda também vem sendo empregada em casos selecionados de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), depressão resistente e outras condições neurológicas. O neurocirurgião Dr. Cesar Cimonari de Almeida explica como funciona essa tecnologia e quem pode se beneficiar dela.
Quando ouvimos a palavra marcapasso, a maioria das pessoas pensa imediatamente no coração. Mas existe uma tecnologia semelhante que atua em outra estrutura igualmente complexa: o cérebro.
Conhecida como estimulação cerebral profunda, ou DBS (do inglês Deep Brain Stimulation), a técnica consiste na implantação de eletrodos em regiões específicas do cérebro para modular circuitos neurais associados a determinadas doenças.
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Embora o tratamento seja amplamente reconhecido por seu uso na doença de Parkinson, seu campo de aplicação vem se expandindo nas últimas décadas. Hoje, a estimulação cerebral profunda já faz parte do arsenal terapêutico para algumas condições neurológicas e psiquiátricas graves, especialmente quando os tratamentos convencionais não conseguem oferecer resultados satisfatórios.
Apesar dos avanços, ainda existe muita desinformação sobre a técnica.
