Dentro de algumas horas os Estados Unidos começam a imposição de pesadas tarifas comerciais a mais de 60 países, e o Brasil é um dos mais atingidos.
O presidente americano, Donald Trump, transformou tarifas na principal ferramenta de política externa, senão a única. Pode-se argumentar se elas trarão os resultados pretendidos, “Make America Great Again”, ou se é apenas mais um sintoma de uma super potência praticando suicídio.
Variam muito os motivos alegados para a imposição de tarifas, mas no caso do Brasil é uma mescla de política com questões puramente comerciais. Nesse setor, o Brasil de certa maneira colhe o que plantou ao longo de décadas. Que foi a opção preferencial por protecionismo e uma economia fechada.
É óbvio que seríamos um alvo preferencial quando o mundo de ontem fosse embora – e ele foi embora. Mas a armadilha piorou devido à nossa política. As forças de um lado e de outro ignoraram a natureza do projeto de dominação de Trump.
O governo deleitou-se nos dividendos eleitorais proporcionados pelo presidente americano, que acabou virando um cabo eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pois país nenhum aprecia ser tratado a pontapés.
Negociações para valer? Como assim se os americanos estão me ajudando a ganhar a reeleição. Algumas das principais figuras da oposição assumiram a burrice de acreditar que potências têm amigos.
Não, elas só tem interesses, e para Trump tanto faz Lula como alguém de sobrenome Bolsonaro.
