Como se estivessem em algum reality show, trabalhadores ao redor do mundo passaram a adotar uma nova rotina antes de começarem a trabalhar: apertar o botão de “gravar”, seja para dobrar roupas, lavar louça ou empilhar caixas.
A autofilmagem do trabalho, com dados reais de como o corpo humano se move, passou a alimentar sistemas de IA e ganhou força em 2026, ajudando empresas como Tesla, Figure AI e Agility Robotics a treinar robôs humanoides e agentes capazes de operar computadores como pessoas.
Segundo a MIT Technology Review, só em 2025, investidores aplicaram mais de US$ 6 bilhões em startups de robôs humanoides.
O movimento ressignifica o trabalho humano: ele deixa de ser só execução de tarefas e passa a ser também matéria-prima para sistemas de IA. Antes se vendia esforço físico, agora também se geram dados comportamentais.
Confira como funciona essa coleta de informações, quem participa dela e quais riscos, e oportunidades, ela traz ao mercado de trabalho.
Como trabalhadores estão ajudando a treinar a inteligência artificial?
Transformados em “sensores humanos”, os trabalhadores usam celulares, câmeras presas à cabeça ou óculos especiais para permitir que a IA aprenda o que a pessoa vê, quando decide agir e como coordena visão e movimento.
Em outras palavras, é como se essas pessoas estivessem "ensinando percepção humana" para as máquinas: o corpo vira câmera, os movimentos se convertem em dados e a própria rotina se transforma em dataset.
