O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a ideia do Brasil não é retaliar os Estados Unidos após a implementação das tarifas de 25%. Entretanto, afirmou que há “instrumentos” para que a “reciprocidade” seja aplicada em um momento oportuno.
“A ideia não é retaliação. Olho por olho, o que pode acontecer, é os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: ‘Olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos corrigir isso’. Nós temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno, da forma adequada”, afirmou.
Alckmin voltou a afirmar que o Brasil está sendo injustiçado com a implementação das tarifas, e lembrou a Lei de Reciprocidade, aprovada no ano passado pelo Congresso, que permite ao Brasil se defender de imposições comerciais injustificadas.
Apesar da indicação de possível resposta, o governo ressaltou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é para que o Brasil se mantenha na mesa de negociação, enquanto busca formas de socorrer os principais setores afetados.
Sobre esse ponto, o ministro Marcio Elias Rosa, do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Coméricio e Serviços), afirmou que os temas elencados na investigação comercial da Seção 301 não devem ser negociados.
“Os nossos argumentos não foram acolhidos e, infelizmente, eles usaram esses argumentos de maneira errada, equivocada, injusta para tomar a decisão“, disse.
