A força do agronegócio no sul do Maranhão depende de muito mais do que tecnologia, boas sementes e condições climáticas favoráveis. A sanidade das lavouras é um dos pilares da produtividade, e é justamente nesse contexto que o período do vazio sanitário da soja se consolida como uma das medidas mais importantes para proteger a economia agrícola da região.
Entre os dias 13 e 17 de julho, equipes das Unidades Regionais da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA) de Balsas e São João dos Patos intensificaram as fiscalizações em propriedades rurais de Balsas, Riachão e Carolina. A operação integra as ações previstas pela Portaria nº 1.056/2026, que estabelece o vazio sanitário da soja entre 3 de julho e 30 de setembro.
O objetivo é interromper o ciclo da ferrugem asiática, doença provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, considerado um dos maiores desafios para a sojicultura brasileira. Sem plantas vivas de soja durante esse período, o fungo perde seu hospedeiro e tem sua disseminação reduzida antes do início da próxima safra.
Os números da operação demonstram a dimensão do trabalho. Foram realizadas 36 fiscalizações em propriedades rurais, com emissão de igual número de Termos de Fiscalização, além de 36 levantamentos fitossanitários voltados ao monitoramento da planta invasora Amaranthus palmeri. Também foram emitidas duas notificações e fiscalizados aproximadamente 90 mil hectares em três municípios do sul maranhense.
