O dólar à vista caiu 0,31% nesta terça-feira (21), a R$ 5,0737, no menor nível de fechamento desde 15 de junho. O recuo ocorreu mesmo com a alta de 0,23% do DXY, índice que mede a moeda americana frente a pares fortes. Segundo agentes de mercado, o movimento do real foi sustentado pela valorização do petróleo e pela demanda por operações de carry trade.
O dólar futuro para agosto cedia 0,39%, a R$ 5,0860, por volta das 17 horas. Na semana, a moeda americana acumulava queda de 0,73%. No mês, recuava 1,73% e, no ano, 7,57% frente ao real.
Entre os fatores apontados para o desempenho da divisa brasileira está a melhora nos termos de troca, com o petróleo Brent acima de US$ 90 por barril. No fechamento, o contrato para setembro, referência para a Petrobras, subiu 2,00%, a US$ 91,01 o barril.
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A tensão no Oriente Médio segue no centro das atenções. O mercado acompanha sinalizações de que o grupo iemenita Houthi pode interromper o fluxo no Estreito de Bab-el-Mandeb. Para a coordenadora de alocação e inteligência da Avenue, Juliana Benvenuto, a ameaça pode se tornar um problema maior para o fluxo global de petróleo. Ela também citou a continuidade dos ataques entre Estados Unidos e Irã e a negativa do presidente Donald Trump em abrir conversas com Teerã neste momento.
