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Brasil 21/07/2026 às 19:09

“Se não me demitir, o demitido é ele”, diz Eduardo sobre ministro

“Se não me demitir, o demitido é ele”, diz Eduardo sobre ministro

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, durante uma entrevista ao portal Metrópoles, que a decisão final do ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva de demiti-lo do cargo de escrivão da PF (Polícia Federal) será influenciada politicamente. 

A PF concluiu o relatório do PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra Eduardo pedindo sua demissão ao Ministério da Justiça nesta 3ª feira (21.jul.2026). Ele respondia pelo PAD desde janeiro por excesso de faltas injustificadas que configuraram abandono de função. 

Foi pelo mesmo motivo que, em dezembro de 2025, Eduardo teve seu mandato como deputado federal cassado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Agora, Lima e Silva deve decidir pela demissão do ex-congressista por abandono de função. 

De acordo com Eduardo, caso Lima e Silva não aceite a sugestão da PF, ele mesmo pode ser demitido no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): “Depende de um chamego do ministro da Justiça do Lula, e eu não acho que ele vai aliviar para mim, porque, se ele não me demitir, quem vai ser demitido é ele. Não faz muito o feitio do Lula dar colher de chá para opositores”, afirmou.

VIDA NOS EUA

O ex-deputado aproveitou para comentar que espera poder viver “a anistia no Brasil”. Ele vive nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro de 2025, afirmando estar fugindo de uma “perseguição política” contra sua família.

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