No processo movido pelo MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) contra a influenciadora digital Virgínia Fonseca e a empresa de apostas Blaze, a Justiça pediu que a plataforma seja condenada a indenizar os apostadores.
Entre as novas solicitações protocoladas nesta segunda-feira (20), o MPDFT pede que a Justiça determine que a empresa indenize e devolva a totalidade dos prejuízos financeiros sofridos por apostadores contumazes que forem diagnosticados com ludopatia (vício em jogos digitais e apostas).
“Por evidente, a empresa demandada também deve ser responsável por vigiar seus apostadores compulsivos”, defendeu o promotor Paulo Roberto Binicheski na petição.
Além da reparação aos apostadores com diagnóstico de saúde mental, o Ministério Público apresentou ao processo a verificação contábil da Blaze referente a 2025, que revelou um faturamento bruto de R$ 1,9 bilhão.
Com base nos dados, o órgão pediu que seja paga, também, uma indenização por dano moral coletivo com valor estimado em até R$ 380 milhões, correspondente a 20% do faturamento da empresa, e o teto sancionatório calculado pela Lei de Defesa da Concorrência.
