A China já desembaraçou 872,2 mil toneladas de carne bovina brasileira em 2026, o equivalente a 78,9% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas destinada ao Brasil. Os dados referentes a junho foram divulgados pela Gacc (Administração Geral das Alfândegas da China) na 2ª feira (20.jul.2026).
Os números contabilizam só as cargas que já passaram pela alfândega chinesa. Não incluem, portanto, toda a carne já embarcada nos portos brasileiros, mas que ainda está em trânsito ou aguarda liberação na China.
Só em junho, foram desembaraçadas 148,5 mil toneladas, fazendo o preenchimento da cota avançar de 65,4% para 78,9%. Restam, oficialmente, cerca de 234 mil toneladas para que o limite seja alcançado.
A cota, no entanto, pode já estar virtualmente preenchida. A viagem marítima entre Brasil e China leva cerca de 40 dias, e frigoríficos embarcaram volumes elevados em maio e junho que ainda não apareceram integralmente nas estatísticas chinesas. Por isso, é possível que parte das cargas atualmente em trânsito possa superar o limite.
COTA E SOBRETAXA
Quando as importações brasileiras alcançarem 100% da cota, a China passará a cobrar uma tarifa adicional de 55% sobre os volumes excedentes. A cobrança começa no 3º dia depois de atingido o limite e se soma à tarifa normalmente aplicada ao produto.
O sistema foi anunciado pelo Ministério do Comércio da China em 31 de dezembro de 2025 e entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026.
