BRASIL – A Polícia Federal concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e recomendou ao Ministério da Justiça a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da corporação por abandono de cargo. A decisão final caberá ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que ainda não se manifestou sobre o caso.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. Na época, afirmou que permaneceria no exterior alegando perseguição política. Paralelamente ao processo administrativo na PF, ele também passou a responder a investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).
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Processo administrativo apontou abandono de cargo
O PAD foi instaurado para apurar a ausência do então servidor da Polícia Federal. Ao concluir a investigação administrativa, a corporação entendeu que houve abandono de cargo e encaminhou a recomendação de demissão ao Ministério da Justiça.
A decisão definitiva, no entanto, depende da análise do ministro da Justiça, responsável por deliberar sobre a penalidade.
Condenação no STF
Além do processo administrativo, Eduardo Bolsonaro foi investigado pelo STF por suposta coação no curso do processo e tentativa de obstrução da Justiça.
Em junho deste ano, o Supremo o condenou pelo crime de coação no curso do processo.
