O Pleno do Superior Tribunal de Justiça vai julgar o processo disciplinar contra o ministro afastado Marco Buzzi no dia 6 de agosto. O magistrado responde administrativamente em um caso sobre importunação sexual contra jovem de 18 anos e ex-assessora de seu gabinete.
A comissão de sindicância encaminhou, na 2ª feira (21.jul.2026), aos 31 ministros do Pleno as provas e documentos apresentados pela defesa e pela acusação. O caso tramita sob sigilo e só pode ser acessado pelos ministros do tribunal – os juízes auxiliares dos gabinetes precisarão de autorização formal para conseguir analisar o caso.
A avaliação de ministros do STJ ouvidos pelo Poder360 é que inevitavelmente o caso deve ser levado para o Supremo Tribunal Federal. Caso a maioria acolha o pedido da PGR pela aposentadoria compulsória, a expectativa é de recurso ao STF.
O subprocurador-geral José Adonis, responsável pelo caso, já se manifestou pela punição administrativa do ministro. Segundo Adonis, as provas colhidas “são suficientes para confirmar as teses das vítimas contra o ministro”. Foram ouvidas cerca de 20 testemunhas.
O Poder360 procurou a defesa do ministro para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Buzzi está afastado cautelarmente do STJ desde 10 de fevereiro de 2026, quando o Pleno da Corte decidiu, por unanimidade, retirá-lo temporariamente das funções.
