Nas últimas semanas, o governo americano de Trump avaliou a possibilidade de romper laços com a agência da ONU para refugiados, o que motivou uma campanha de diplomatas e autoridades da organização para persuadir os Estados Unidos a manterem o apoio, segundo autoridades informadas no assunto.
Oito fontes, incluindo diplomatas, representantes de organizações de ajuda humanitária e uma fonte do Congresso, disseram à Reuters que Washington, historicamente o maior doador do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), tem considerado desvincular-se da agência.
Segundo as informações, uma decisão era esperada para a semana passada, mas nenhum anúncio foi feito, sugerindo que o esforço de pressão política pode ter ajudado a adiar ou evitar tal medida.
A Reuters concedeu anonimato às fontes para que pudessem falar sobre as relações da ONU com os EUA.
As deliberações dos EUA sobre deixar o ACNUR, criado após a Segunda Guerra Mundial para ajudar refugiados que fugiam de guerras, perseguições e violência, surgem na sequência de uma divergência sobre a nomeação da vice-alto-comissária Tressa Rae Finerty, disseram cinco das fontes.
Elas relataram que a agência informou seus apoiadores de que poderia ser incluída em uma lista negra dos EUA, o que encerraria o financiamento, e que Washington também poderia retirar-se de seu Comitê Executivo.
