Ao contrário do nosso Sol, a maioria das maiores estrelas do cosmos não são solitárias, mas nascem em conjunto com outra estrela em um sistema binário, destinadas a passar suas vidas gravitacionalmente ligadas em um casamento cósmico. Mas nem mesmo o melhor casamento, na Terra ou no espaço, dura para sempre.
Cientistas descobriram, pela primeira vez, evidências de duas estrelas massivas de um sistema binário que esgotaram seu combustível e explodiram violentamente em um curto período de tempo, deixando para trás uma nuvem reveladora de gás brilhante chamada nebulosa. Essas explosões estelares são chamadas de supernovas.
Uma dessas duas nebulosas está entre as mais conhecidas da nossa galáxia, a Via Láctea, chamada Nebulosa da Água-viva devido à sua semelhança superficial com a criatura marinha de tentáculos.
Guiados por mais de 16 anos de observações do Telescópio Espacial Fermi de Raios Gama da Nasa, os pesquisadores encontraram evidências de uma segunda nebulosa relativamente próxima, o que ajudou a colocar a Nebulosa da Água-viva em seu contexto adequado como parte de uma calamidade dupla.
Eles acreditam que a Nebulosa da Água-viva, formalmente chamada de IC 443, foi produzida quando uma estrela com massa aproximadamente 15 a 25 vezes maior que a do Sol explodiu no final de seu ciclo de vida.
