A deputada estadual Lohanna França (PV) afirmou que passou a usar um botão do pânico depois que a Justiça concedeu progressão de regime ao homem condenado por ameaçá-la de estupro e morte. Ela anunciou a medida durante pronunciamento na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), em Belo Horizonte, e publicou um vídeo com a declaração em seus perfis nas redes sociais no dia 15 de julho.
O homem, que também havia ameaçado as deputadas estaduais Beatriz Cerqueira (PT) e Bella Gonçalves (Psol), deixou o regime fechado em 20 de junho com uma tornozeleira eletrônica.
O dispositivo é integrado ao botão do pânico: caso ele se aproxime a menos de 200 metros da deputada, o aparelho é acionado automaticamente. Lohanna também pode acionar o botão manualmente para convocar a polícia.
Durante o pronunciamento, a deputada explicou o funcionamento do mecanismo e defendeu que outras mulheres vítimas de violência adotem a ferramenta.
“Todos os homens que estão com tornozeleira eletrônica, as suas ex-companheiras ou mulheres que foram vítimas podem receber o botão do pânico e saber onde esse cidadão está, e ter o botão do pânico acionado se ele se aproximar a menos de 200 metros. Esse dispositivo dispara, e, se eu apertar o botão, a polícia é convocada a aparecer em meu socorro”, disse Lohanna.
A deputada acrescentou que o recurso não substitui a proteção integral, mas amplia a capacidade de reação.
