O Ministério Público de São Paulo realizou nesta terça-feira (21) uma operação contra suspeitos de financiar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e atuar nos chamados “tribunais do crime”. A denúncia do MP detalhou uma rede de “corrupção sistêmica de policiais”, que interferia em investigações que pudessem atingir o sistema financeiro da facção criminosa.
As investigações, baseadas em mensagens interceptadas e planilhas de transações financeiras, citam nomes de oficiais de alta patente da Polícia Militar do estado. No entanto, os militares não são investigados e não foram denunciados.
Entre os policiais citados no documento, estão:
Coronel Pereira Martins: descrito como alguém com relação de amizade com os alvos Cléber Azevedo dos Santos e Robson Martins de Souza (presos durante a ação desta terça-feira). Registros indicam que o oficial participava de grupos de mensagens sociais e se dispunha a intermediar contatos com outras autoridades;
Coronel José Augusto Coutinho: ex-comandante-geral da Polícia Militar e ex-comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), aparece em diálogos dos investigados, sugerindo uma possível ligação com o operador financeiro do grupo criminoso Amjad Ahmad (responsável por operar o esquema a partir do Tatuapé em parceria com os outros lavadores de dinheiro);
Coronel “Patrício”: identificado em planilhas de despesas do grupo como “cliente”, com registros de pagamentos em dinheiro vivo provenientes de atividades ilíctas conhecidas como…
