Solteiros nos Estados Unidos têm recorrido ao ChatGPT e ao Claude para escrever mensagens em aplicativos de namoro, analisar “erros” em conversas e criar frases de abertura.
A prática, batizada de "chatfishing", gerou um aumento de 5.000% nas buscas pelo termo no Google, segundo levantamento do site The Next Web. Tinder, Hinge e Bumble não possuem políticas para identificar ou restringir o uso.
Um relatório do Match Group em parceria com o Kinsey Institute mostra que 26% dos adultos americanos já usaram inteligência artificial para alguma etapa do namoro online, da escolha de fotos à redação de biografias. Entre a geração Z, o índice sobe para 49%.
Plataformas dizem não ter como agir
O CEO do Match Group, Spencer Rascoff, disse à Bloomberg que a empresa ainda não deu atenção suficiente ao problema. Segundo ele, se o uso da IA acontece fora da plataforma, pouco pode ser feito a respeito.
A executiva-chefe do Hinge, Jackie Jantos, evitou defender regras rígidas, mas destacou a importância de os humanos se comportarem como humanos nas conversas. O Bumble não faz nenhuma verificação de textos gerados por IA, e nenhum dos três aplicativos proíbe mensagens escritas por chatbots, apenas fotos manipuladas digitalmente.
O problema não é o conselho, é a identidade
Pedir ajuda para responder uma mensagem não é novidade, já que amigos sempre cumpriram esse papel. A diferença agora está na possibilidade de a pessoa do outro lado da conversa não corresponder à imagem apresentada.
