Uma eventual troca de controle da Enel São Paulo pode exigir um desembolso de até R$ 25 bilhões por parte de um novo controlador, segundo estimativa da Envol Consultoria. O cálculo surge em meio ao processo de caducidade da concessão conduzido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Hoje, a Enel busca manter a concessão enquanto a Aneel conclui sua análise sobre o destino da distribuidora. Ao fim do processo, a agência poderá recomendar desde a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) até a caducidade da concessão.
A decisão final, no entanto, caberá ao MME (Ministério de Minas e Energia), que poderá acatar ou não a recomendação da agência reguladora. Caso a Enel opte por vender o ativo antes do desfecho do processo, um eventual comprador teria de considerar, além do valor de mercado da distribuidora, a recuperação dos investimentos já realizados pela companhia.
“Uma questão é a amortização dos ativos, ou seja, a Enel recuperar o que já investiu. Outra coisa é um ágio em uma eventual disputa”, diz Viana.
Ele lembra que em 2018, a Enel adquiriu 70% da então AES Eletropaulo por R$ 5,5 bilhões. Segundo Viana, atualmente a distribuidora pode valer cerca de R$ 12 bilhões. A CPFL é uma das interessadas. A empresa admitiu interesse em compra da Enel SP se ativo for colocado à venda. Outros “players”, como Neoenergia, Equatorial e Âmbar também são apontados pelo mercado como possíveis compradores.
