O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (21) desconhecer a existência de cotas ou mecanismos de gestão de emendas parlamentares destinados à presidência nacional do partido.
A manifestação foi apresentada em resposta ao ministro Flávio Dino, que determinou que os presidentes das siglas com representação no Congresso esclarecessem se participam da definição, distribuição ou operacionalização dos recursos.
No documento, o PSDB afirma que seu presidente nacional “desconhece a existência de cota, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares para a presidência do partido”. Aécio Neves foi oficializado presidente da sigla em novembro de 2025.
A resposta se soma às manifestações já apresentadas pelos presidentes do PSD, Gilberto Kassab, e do PL, Valdemar Costa Neto.
Kassab afirmou ao Supremo que “jamais” indicou emendas ou participou de decisões sobre a destinação dos recursos na condição de presidente do PSD.
Valdemar, por sua vez, negou possuir cotas ou reservas de emendas, mas afirmou que dirigentes partidários podem participar de discussões internas e apresentar “sugestões políticas”.
Dino determinou que as respostas de Kassab e Valdemar fossem encaminhadas à Polícia Federal e juntadas às investigações sobre a distribuição de emendas parlamentares.
