Na véspera da entrada em vigor da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal reuniu-se com representantes do setor produtivo para discutir medidas iniciais e alinhar respostas às novas tarifas.
Durante o encontro, o presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso, manifestou-se contra a aplicação da Lei de Reciprocidade e defendeu a continuidade das negociações por meio da diplomacia.
Segundo Velloso, a entidade não apoia a adoção de medidas retaliatórias. “Primeiro, nós não somos a favor. A gente entende que nós temos que continuar pela via diplomática e empresarial, que é o que nós estamos fazendo”, afirmou.
Ele argumentou ainda que a implementação da Lei de Reciprocidade não seria simples, já que exigiria a realização de uma consulta pública no Brasil. Na avaliação do dirigente, a maioria dos setores produtivos se posicionaria contra a medida, incluindo a própria indústria de máquinas e equipamentos.
Como alternativa, Velloso destacou o trabalho de articulação desenvolvido junto ao setor privado norte-americano. De acordo com ele, durante a audiência pública promovida pela USTR, em Washington, diversas entidades de classe e empresas dos Estados Unidos manifestaram apoio ao Brasil, enquanto poucas defenderam a taxação das máquinas e equipamentos brasileiros.
“A gente fez um trabalho de diplomacia empresarial que deu certo”, disse.
