A China avalia endurecer os controles de exportação de tecnologias de inteligência artificial (IA) e semicondutores avançados, em um movimento que reforça a estratégia de tratar a IA como um ativo nacional estratégico. As medidas ainda estão em discussão entre reguladores e empresas do setor e podem ampliar as restrições ao acesso estrangeiro a modelos de IA, chips e outras tecnologias consideradas sensíveis, segundo informou o Financial Times nesta terça-feira, 21.
Segundo a publicação, reguladores liderados pelo Ministério do Comércio da China consultaram empresas nacionais de IA e fabricantes de chips sobre formas de impedir que tecnologias avançadas e startups chinesas sejam adquiridas por países ocidentais.
A iniciativa ocorre poucas semanas após a Reuters revelar que autoridades chinesas discutiram com grandes empresas de tecnologia a possibilidade de restringir o acesso internacional aos modelos de IA mais avançados desenvolvidos no país, inclusive aqueles que ainda não foram lançados.
Restrições em estudo
De acordo com o Financial Times, empresas como Alibaba, ByteDance e Zhipu participam das conversas com o governo. A reportagem afirma ainda que ByteDance e Zhipu já estariam limitando a transferência para o exterior de dados considerados essenciais para o treinamento de seus modelos de IA e proibindo que usuários estrangeiros façam o download dos pesos dos modelos, arquivos que contêm os parâmetros usados para o funcionamento dos sistemas de IA.
