O Parlamento do Japão aprovou neste mês a primeira grande revisão das leis de sucessão imperial do país, em uma tentativa de lidar com o risco de que o último jovem herdeiro do sexo masculino não tenha um filho. Pela legislação japonesa, apenas homens da linhagem paterna podem se tornar imperador. Além disso, mulheres da família imperial são obrigadas a deixar a Casa Imperial ao se casarem com plebeus. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O imperador Naruhito, que ascendeu ao trono em 2019, e sua esposa, a imperatriz Masako, têm uma única filha: a princesa Aiko, de 24 anos, nascida em 2001. Pelo sistema atual, ela não pode herdar o trono. Em vez disso, o irmão mais novo de Naruhito, o príncipe Akishino (também conhecido como Fumihito), é considerado o príncipe herdeiro. O filho de Akishino, o príncipe Hisahito, é o segundo na linha de sucessão. Em 2005, uma comissão nomeada pelo então primeiro-ministro Junichiro Koizumi recomendou por unanimidade a permissão de imperatrizes e da sucessão pela linhagem feminina. A proposta foi arquivada após o nascimento do príncipe Hisahito, no ano seguinte, aliviar as preocupações imediatas.
Japão reforma monarquia, mas ainda exclui mulheres da sucessão
