Os jogadores estão se tornando um dos novos alvos dos cibercriminosos. Aproveitando a confiança criada em comunidades online e plataformas como o Discord, hackers têm se passado por gamers para compartilhar links maliciosos que podem instalar malwares, roubar dados pessoais e até comprometer contas e dispositivos.
Segundo Mirella Kurata, fundadora e CEO da empresa de cibersegurança DMK3, esse tipo de golpe combina engenharia social e softwares maliciosos para explorar o comportamento dos usuários.
“As ameaças atuais costumam combinar automação com técnicas de engenharia social, transformando o comportamento humano na principal vulnerabilidade”, afirma a especialista.
Como funciona o golpe
De acordo com a DMK3, os criminosos entram em servidores de jogos populares, como Minecraft, VALORANT e League of Legends, e começam a interagir normalmente com outros jogadores.
Após conquistar a confiança da vítima, enviam links para supostos servidores, mods, plataformas ou programas de instalação automática. O objetivo é convencer o usuário a baixar um arquivo aparentemente legítimo, mas que instala um malware no computador.
Segundo Mirella Kurata, o golpe geralmente começa com um ataque de phishing.
“O phishing consiste no uso de conteúdos muito parecidos ou até idênticos às comunicações legítimas, permitindo a entrada do invasor no sistema. Já o malware é um software malicioso criado para invadir, danificar ou obter acesso indevido a sistemas e dados”, explica.
