O agronegócio brasileiro deve se preparar para um cenário de maior volatilidade, com mudanças no comércio internacional, impactos climáticos e maior seletividade no mercado de crédito. A avaliação é de Otávio Augusto Lopes, sócio-líder de Agronegócio da Ernst & Young para a América Latina, em entrevista exclusiva ao CNN Agro News nesta terça-feira (21).
Segundo Lopes, o aumento de tarifas comerciais e as incertezas nas relações internacionais devem ser tratados pelas empresas como parte de um novo ambiente de negócios. Ele afirmou que o setor já vem adotando estratégias para reduzir riscos, como a busca por novos destinos para produtos brasileiros e a criação de alternativas comerciais.
“Esse é o ‘novo normal’. Esse tarifaço não foi o primeiro, já tivemos outras declarações do presidente Trump sobre tarifas. As empresas já vêm se preparando. A primeira coisa é a questão de concentração de mercado. É importante procurar novos destinos para os produtos brasileiros”, afirmou.
Para o executivo, além da diversificação de mercados, as empresas precisam desenvolver estruturas comerciais capazes de atender diferentes regiões e lidar com mudanças tarifárias. “Buscar arranjos aduaneiros e tarifários que driblem não só esses contextos, mas também outros que vão surgir. Preparar um novo footprint para atender outros mercados é de fundamental importância nesse contexto”, disse.
