Resumo
Anthropic terá de pagar US$ 1,5 bilhão por uso de livros para treinar IA.
Segundo o processo, iniciado em 2024, a criadora do chatbot Claude violou direitos autorais de autores.
A companhia usou mais de 7 milhões de livros em sua “biblioteca central” para treinar os modelos que alimentam o Claude.
A Justiça dos Estados Unidos bateu o martelo e aprovou, nesta segunda-feira (20/07), um acordo histórico de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,6 bilhõe) envolvendo a Anthropic. A decisão encerra uma longa e complexa ação coletiva movida por autores que acusavam a criadora do Claude de violar direitos autorais ao utilizar ilegalmente suas obras literárias para treinar o chatbot.
Segundo informações da agência Reuters, este é o primeiro grande caso do gênero resolvido judicialmente em solo americano. O processo faz parte de uma onda de ações movidas por criadores de conteúdo, grandes editoras e veículos de comunicação contra as gigantes da tecnologia. O objetivo é garantir que os detentores originais das obras sejam compensados pelo uso de seus materiais na criação de grandes modelos de linguagem (LLMs).
Por que a Anthropic foi processada pelos autores?
A disputa legal começou em 2024, quando um grupo de escritores alegou que a Anthropic recorreu a um imenso acervo de livros pirateados para ensinar o Claude a interagir como um ser humano.
