Uma juíza dos Estados Unidos aprovou um acordo envolvendo a empresa de inteligência artificial (IA) Anthropic, dona do chatbot Claude. A companhia vai pagar um valor recorde para encerrar um dos vários processos movidos contra ela e relacionados a direitos autorais.
Ao todo, a Anthropic concordou em pagar US$ 1,5 bilhão (ou R$ 7,66 bilhões em conversão direta de moeda) para um grupo de autores literários. Eles acusaram a plataforma de utilizar livros piratas e sem qualquer autorização para treinar grandes modelos de linguagem (LLMs).
A juíza Araceli Martinez-Olguin assumiu o caso depois da aposentadoria do magistrado original do caso, William Alsup, e oficializou o valor do acordo. Essa é a maior quantia já paga por uma companhia acusada de infração de direitos autorais na história dos EUA.
O processo foi movido ainda em 2024 por Andrea Bartz, Charles Graeber e Kirk Wallace Johnson. Em setembro do ano seguinte, o acordo foi proposto pela companhia para não levar o caso aos tribunais;
Na ocasião, a Anthropic chegou a obter uma importante vitória: o uso de livros para treinar IAs foi considerado "fair use", ou seja, uma ação legítima e aceitável de uso limitado de um material, que não configura necessariamente crime;
Por outro lado, a cópia e o armazenamento de um conjunto estimado em 7 milhões de livros pirateados pesou contra a companhia, já que não envolveu necessariamente a utilização deles para treinar a IA;
Antes do acordo ser oficializado, a multa que poderia ser…
