Na segunda-feira 920), o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre as importações canadenses, marcando uma das taxas mais elevadas a entrar em vigor desde que a Suprema Corte derrubou suas tarifas mais abrangentes no início deste ano.
O governo enquadrou a medida como uma resposta ao que afirma serem as barreiras comerciais de longa data do Canadá.
Mas a decisão envia uma mensagem a todos os outros parceiros comerciais dos EUA: você pode ser o próximo.
Desde que a Suprema Corte bloqueou a ampla autoridade tarifária de Trump, muitos governos e empresas acreditavam que o risco de serem atingidos por novas tarifas havia diminuído.
Mas agora, Trump está sinalizando que pode ter encontrado uma forma de reativá-las.
Trump está se apoiando em uma lei comercial de 1930 que confere ao presidente o poder de impor tarifas de até 50% quando outro país discrimina produtos americanos. Mas, como a lei nunca foi utilizada para impor tarifas, a medida pode enfrentar um desafio legal.
O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou na terça-feira (21) que essas tarifas são uma resposta à decisão do Canadá de retaliar tarifas americanas anteriores, um passo que apenas a China havia tomado.
“Temos uma tarifa, que é, novamente, uma consequência natural da retaliação canadense”, disse Greer em entrevista matinal à CNBC.
Essa justificativa pode ter implicações muito além do Canadá.
