Uma pergunta central que move a trama do filme Moana e intriga arqueólogos há décadas parece ter sido respondida: por que os navegadores polinésios, após séculos de estabilidade, iniciaram subitamente a colonização de ilhas a milhares de quilômetros de distância?
Um estudo científico publicado na revista PNAS revela que uma seca prolongada, que durou entre 200 e 400 anos, foi o fator determinante para o início dessa expansão marítima no Pacífico Sul.
Quando o quebra-cabeça de placas na crosta da Terra começou a se mover?
Polvos de quase 20 metros eram os predadores do topo há 100 milhões de anos
O impacto da crise climática ancestral
A pesquisa utilizou análises de sedimentos em lagos de Vanuatu, Samoa e das Ilhas Cook para reconstruir o clima da região nos últimos 2.000 anos. Os dados indicam que, por volta do ano 900 d.C., a região de origem desses povos passou por um período de aridez extrema, com índices de chuva muito abaixo das médias contemporâneas.
Essa mudança climática, causada pelo deslocamento de zonas de convergência de ventos e chuvas, afetou diretamente a agricultura e a disponibilidade de água potável nas ilhas de origem, como Samoa e Tonga.
O cenário de escassez, somado a pressões sociais, serviu como um fator de “expulsão”, incentivando as primeiras viagens exploratórias para o leste.
