Depois de décadas de investimentos em ERPs, plataformas financeiras, softwares de gestão e, mais recentemente, inteligência artificial, existe um concorrente que continua resistindo a todas as ondas de inovação: o Excel. À primeira vista, isso parece um contrassenso. Nunca houve tantas soluções prometendo automatizar a gestão financeira, integrar operações e simplificar o back office das pequenas e médias empresas. Ainda assim, estudos recentes mostram que milhões de horas continuam sendo desperdiçadas todos os anos com burocracia e processos manuais, indicando que as planilhas seguem ocupando um espaço central na rotina de muitos negócios. Um exemplo é o levantamento da Conta Simples, realizado em parceria com a Visa, que revela que pequenas e médias empresas brasileiras dedicam, em média, 21 horas por semana a atividades como pagamentos, prestação de contas e controle de despesas.
A explicação mais comum para esse fenômeno costuma apontar para o empreendedor. Talvez falte conhecimento sobre as alternativas disponíveis. Talvez quem administra uma pequena empresa simplesmente não saiba que existem plataformas capazes de integrar estoque, financeiro, pedidos, logística e canais de venda. É uma hipótese possível, mas ela também parte de uma premissa perigosa: a de que as PMEs desconhecem tecnologia. Olhar para a realidade do mercado sugere outra coisa.
