A mudança na aparência do atacante Vinícius Jr. voltou a colocar a “harmonização facial” no centro das discussões sobre saúde e estética. O jogador da Seleção Brasileira chamou atenção ao aparecer com o queixo e o contorno da mandíbula mais marcados durante um evento em Goiânia, nesta segunda-feira (20), gerando uma grande repercussão e dúvidas sobre riscos, os limites e os cuidados necessários antes de realizar esse tipo de intervenção.
Embora a harmonização facial seja considerada um procedimento minimamente invasivo, especialistas alertam que ela exige planejamento, conhecimento aprofundado da anatomia da face e acompanhamento médico, já que complicações podem variar de inchaços e hematomas a situações mais graves, como necrose da pele e, em casos raros, perda da visão.
“Harmonização facial não deve ser escolhida pelo preço ou pela moda. O mais importante é escolher um profissional que conheça profundamente a anatomia da face e saiba agir rapidamente caso aconteça alguma intercorrência“, afirmou a cirurgiã plástica Heloise Manfrim à CNN Brasil.
Segundo a médica, uma das complicações que mais preocupam é a obstrução de um vaso sanguíneo pelo preenchedor. Dependendo da região afetada, isso pode comprometer a circulação local, causar necrose dos tecidos e, em situações raras, provocar perda permanente da visão.
