Após os Estados Unidos capturarem o presidente Nicolás Maduro na Venezuela em janeiro e intensificarem a pressão econômica sobre Cuba a níveis históricos nos meses seguintes, muitos olhares se voltaram para a Nicarágua, o terceiro membro de uma tríade ideológica regional, como um possível próximo alvo da Casa Branca, que nesta semana descartou a possibilidade de novas eleições no país.
No entanto, as medidas de Washington continuaram no mesmo ritmo neste semestre, e o regime de Daniel Ortega e Rosario Murillo, um dos mais secretos das Américas, mantém-se discreto, com uma economia estável e sem oposição interna, já que a oposição foi forçada ao exílio após uma dura onda de repressão.
Dias após a operação de janeiro na Venezuela, a Nicarágua libertou “dezenas de pessoas”, sem esclarecer os motivos de suas prisões. Posteriormente, restabeleceu a exigência de visto para cubanos, limitando a circulação de cidadãos da ilha para a América do Norte.
Essas duas medidas foram interpretadas como gestos em direção a Washington, mas pouco mais se seguiu.
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