Presidente da Nicarágua anuncia que país não terá mais eleições No poder há quase duas décadas, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou que o país não terá mais eleições presidencais. O anúncio gerou uma onda de críticas por parte de opositores, e analistas avialiam que a decisão cimenta um regime autocrata de Ortega. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Ex-lider de um grupo revolucionário que derrubou uma antiga ditadura na Nicarágua em 1979, Daniel Ortega foi adotando medidas autocratas após ser eleito presidente, em 2007. A última eleição que a Nicarágua teve, em 2021, foi amplamente contestada após Ortega prender opositores e líderes empresariais e criminalizou a dissidência. 👉 Analistas e políticos da oposição exilados afirmaram que a declaração evidenciou a dinâmica de um "governo de duas pessoas sob o comando dos Ortega", o presidente comanda o país ao lado da esposa, Rosario Murillo, a vice-presidente, ao mesmo tempo que revelou o medo do casal de que um movimento de oposição ganhe força. Para Tiziano Breda, analista sênior da Armed Conflict Location & Event Data, organização que monitora a violência política pelo mundo, a decisão torna o regime de Ortega uma "ditadura familiar consolidada" e "plena". “Ortega e Murillo estão obviamente com medo da ideia de que a menor abertura política possa criar as condições para que a dissidência se manifeste e ameace seu controle do poder”, disse à agência de notícias Reuters.
Governo Trump critica regime de Daniel Ortega da Nicarágua
