Era o ano 1956 quando Helena Ignez ingressou na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, cidade onde nasceu em 1939. Começava ali a trajetória de uma das mais importantes atrizes e diretoras do cinema e do teatro brasileiros, cuja vida e obra são marcadas pela liberdade comportamental e artística.
Nesta quarta-feira (22), às 19h30, o Itaú Cultural (IC) inaugura a mostra da série Ocupação dedicada a ela, que fica em cartaz até 18 de outubro. Primeira cineasta mulher a receber esta homenagem, a exposição privilegia a voz de Helena, sua liberdade criativa e sua potência em cena, sempre em intensa atividade artística.
Assim como as demais mostras do programa, a Ocupação Helena Ignez não segue um modelo cronológico-biográfico tradicional. A narrativa desta exposição é construída em primeira pessoa, guiada pela voz da artista, seu corpo em ação e sua prática artística experimental.
“Helena atravessa a história do cinema e do teatro modernos no Brasil, passando pelos períodos centrais do Cinema Novo, da Belair e da experimentação radical”, observa André Furtado, gerente de Criação e Plataformas. “Ela é uma pessoa em constante reinvenção e, aos 87 anos, segue nessa trilha, firme e altamente criativa”, completa.
O Itaú Cultural assina a concepção, realização e curadoria da mostra, com consultoria da atriz Djin Sganzerla e projeto expográfico de Renata Mota e equipe Itaú Cultural.
