O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhou à PF (Polícia Federal) as respostas dos presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do PSD, Gilberto Kassab, sobre a destinação de emendas parlamentares. A investigação apura suposta interferência de dirigentes políticos na alocação desses recursos.
Negativas e bloqueios patrimoniais
Valdemar Costa Neto (PL) negou possuir cota ou poder sobre o envio de emendas parlamentares. Em documento encaminhado a Dino, o dirigente alegou que o que pode existir é “uma sugestão política formulada pelo presidente após a interlocução com diversos atores da sociedade, submetida aos filtros e decisões independentes do processo parlamentar regular”.
Anteriormente, em entrevistas à imprensa, Valdemar havia declarado ser normal que um líder de legenda sugerisse repasses aos parlamentares, falas que motivaram a intimação de Dino a dirigentes de 21 partidos.
O líder do PL também foi alvo de um bloqueio de R$ 119 milhões em patrimônio, valor correspondente a emendas que podem ter sido direcionadas indevidamente e que foram suspensas por ordem de Dino.
Gilberto Kassab (PSD), por sua vez, foi o primeiro dirigente a se manifestar, afirmando na semana passada que “em nenhum momento, ao longo de toda a existência do partido, houve sequer menção à influência sobre destinação de emendas“.
