A tentativa da China de equilibrar o mercado de ovos acabou provocando o efeito inverso. Após reduzir o número de galinhas poedeiras para conter o excesso de produção, o país viu a oferta encolher rapidamente e o preço dos ovos no país disparar para o maior patamar da última década.
Segundo reportagem do The New York Times, os ovos estão mais de 40% mais caros do que há um ano. O aumento foi tão expressivo que até veículos da imprensa estatal chinesa passaram a chamar o produto de “ovos foguete”, em referência à velocidade da alta.
A atual crise começou após uma forte expansão da produção entre 2024 e 2025. Incentivados pelos bons resultados dos anos anteriores, produtores ampliaram os plantéis de galinhas poedeiras, aumentando significativamente a oferta de ovos.
Por que os ovos de Páscoa continuam caros?
O excesso de produção derrubou os preços e reduziu a rentabilidade das granjas. Diante da dificuldade para cobrir os custos, especialmente com alimentação das aves, muitos produtores decidiram abater parte dos plantéis para reduzir despesas e tentar estabilizar os preços.
No entanto, segundo analistas ouvidos pelo jornal americano, a redução foi muito maior do que a necessária para equilibrar o mercado. Como resultado, a oferta passou a ficar abaixo da demanda, provocando uma forte valorização dos ovos em um dos maiores mercados consumidores do mundo.
Além da menor produção, o aumento dos custos de energia agravou a situação.
