A primeira Copa do Mundo com 48 seleções terminou há pouco tempo, mas o presidente da Fifa, Gianni Infantino, já reconheceu a possibilidade de o principal torneio do futebol crescer ainda mais no futuro, em uma mudança que pode alterar profundamente a economia do esporte.
Em entrevista à televisão suíça durante a Copa do Mundo, Infantino afirmou que um Mundial com 64 seleções está entre as ideias que poderão ser analisadas após o fim da competição, reacendendo o debate sobre até que ponto o maior evento do futebol pode continuar se expandindo.
As implicações logísticas de uma nova ampliação são evidentes.
Um torneio maior exigiria mais estádios, hotéis, sistemas de transporte e, muito provavelmente, mais tempo de duração.
No entanto, os impactos financeiros podem ser ainda mais relevantes. Ao facilitar a classificação de muitas das principais seleções do mundo, uma Copa com 64 equipes poderia reduzir o valor comercial das eliminatórias continentais e aumentar a importância do torneio organizado pela própria Fifa.
Se as emissoras passarem a atribuir menos valor às campanhas classificatórias, as seis confederações continentais do futebol poderão se tornar ainda mais dependentes da distribuição de receitas da Fifa, concentrando mais influência financeira, e política, nas mãos da entidade máxima do futebol.
“Não acho que seja uma boa ideia para a Copa do Mundo e também não é uma boa ideia para as nossas eliminatórias.
