A discussão em torno das chamadas “emendas Pix” voltou ao centro do debate político após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino intimar 21 líderes partidários a prestarem esclarecimentos sobre o direcionamento desses recursos. Para o CEO da consultoria Dharma Politics, Creomar de Souza, ao WW, o maior prejudicado nesse embate é o pagador de impostos.
Degradação da confiança nas instituições
Para Creomar, independentemente da perspectiva adotada, o resultado mais concreto desse tipo de disputa é o enfraquecimento da credibilidade dos órgãos públicos perante a sociedade.
“O que nós temos visto ao final do dia é um processo de degradação da confiança do cidadão nas próprias instituições, em que a cada semana parece que há um foco ou uma crise a ser debelada, e as decisões, quando deveriam ser definitivas, se tornam transitórias”, declarou o analista.
Segundo ele, o Judiciário tende a ser beneficiado por seus próprios interesses no caso dos chamados “penduricalhos”, enquanto o Legislativo, que deveria ser o responsável por regulamentar com maior transparência o uso das emendas parlamentares, ignora essa responsabilidade.
“Os parlamentares, a quem deveria caber o processo de melhor regulação da lógica do uso e até mesmo da transparência do processo das emendas parlamentares, dão de ombros a esse tipo de movimento”, criticou Creomar.
