A recuperação de pastagens degradadas pode se tornar uma das principais estratégias para ampliar a produção agropecuária brasileira sem necessidade de abertura de novas áreas se houver melhor distribuição de verbas do crédito rural. Esta é a principal conclusão de um estudo inédito da Agroícone.
Em primeira mão ao CNN Agro, o levantamento identifica R$ 17,2 bilhões já alocados em imóveis com pastagens degradadas e estima necessidade adicional de R$ 22,6 bilhões, o que leva a um potencial de quase R$ 40 bilhões em investimentos por safra.
Atualmente, o crédito rural já conta com R$ 30,5 bilhões em linhas de investimento alinhadas à sustentabilidade. Mas a recomendação do estudo técnico “Potencial de Alavancar a Conversão de Pastagens Degradadas com o Crédito Rural” é de que os valores sejam direcionados de forma mais eficiente a partir de vigilância do caminho que o dinheiro fará.
Isso significa entender qual o perfil do produtor, quem tem imóvel e área degradada com potencial para assumir um financiamento e converter o pasto, por exemplo. Para isso, a proposta é usar o valor e os instrumentos da política de crédito rural que já existem e são aplicados no Brasil, complementando-os com recursos privados do programa Eco Invest.
O levantamento identifica que o Brasil possui cerca de 27,7 milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial de recuperação ou conversão no curto prazo.
