A máxima da Doutrina Monroe,”América para os americanos”, parece ganhar uma nova roupagem sob Donald Trump (Partido Republicano). O lema agora é “Make America Great Again“, mas a lógica continua sendo preservar a influência dos Estados Unidos sobre a América Latina e conter o avanço de potências rivais, especialmente a China, afirmam especialistas ouvidos pelo Poder360.
Se no século 20 o canal do Panamá simbolizava a projeção de poder da Casa Branca na região, hoje disputas em torno do Pix passaram a ocupar esse espaço. Na busca por preservar sua esfera de influência, os especialistas buscam responder ao menos parte da questão: até onde vai a “Doutrina Trump”?
O presidente dos Estados Unidos não inaugura uma nova política com os vizinhos latinos, mas intensifica uma estratégia de governos anteriores, como os de Joe Biden, Barack Obama e George W. Bush: preservar a influência norte-americana na região.
Com a China consolidada como principal parceiro comercial brasileiro, Brasília passou a ocupar posição central na disputa geopolítica entre as duas potências. Para especialistas ouvidos pelo Poder360, a escalada das tensões com o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT),marcada pelo tarifaço e pela aproximação de Trump com o adversário, o pré-candidato à presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vai além da disputa comercial. Trata-se de uma estratégia para ampliar a capacidade de influência dos Estados Unidos sobre um aliado estratégico.
