Odisseu, protagonista do poema épico Odisseia escrito por Homero, pode nunca ter existido como personagem histórico, mas descobertas arqueológicas na ilha grega de Ítaca indicam que ele foi tratado como uma figura digna de culto por comunidades da Antiguidade. Pesquisadores identificaram vestígios de um santuário com cerca de 2.400 anos dedicado ao lendário rei.
As escavações ocorreram em um complexo conhecido como Odysseion, localizado nas encostas do Monte Exogi, onde arqueólogos encontraram inscrições, moedas, objetos cerimoniais e outros artefatos que apontam para a existência de práticas religiosas ligadas ao herói. Os resultados foram apresentados pelo Ministério da Cultura da Grécia no ano passado.
As evidências não comprovam que Odisseu tenha sido uma pessoa real, mas ajudam a compreender como os gregos do período helenístico transformaram personagens da tradição épica em referências religiosas e culturais, preservando sua memória muitos séculos após a composição dos poemas atribuídos a Homero.
Para além dos achados históricos, o interesse na história do herói tem aumentado após a estreia nos cinemas do longa homônimo inspirado na obra de Homero.
Descobertas ampliam compreensão sobre o papel de Odisseu na Antiguidade
Embora a tradição literária apresente Odisseu como o rei que enfrentou uma longa jornada para retornar a Ítaca após a Guerra de Troia, a maior parte dos especialistas considera que sua trajetória pertence ao universo da mitologia.
