Taça de vinho wavebreakmedia_micro/freepik A queda do poder de compra da classe média-baixa provocou uma redução de 9% no volume de vinhos importados de menor preço, aponta levantamento da consultoria Ideal.BI. Em contrapartida, o setor passou a investir em marcas premium, de maior valor agregado. Elas representaram um terço de toda a receita gerada pelas compras do exterior no primeiro trimestre e atingiram o maior preço médio dos últimos 10 anos: de US$ 31,2 por caixa de 9 litros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o levantamento, o mercado nacional movimentou R$ 4,18 bilhões e alcançou um patamar inédito de abastecimento, com 10,22 milhões de caixas, alta de 12% em volume na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Esse recorde foi impulsionado pelas expectativas do setor em relação à entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Agora no g1 A América do Sul registrou sua maior participação histórica no volume de embarques para o Brasil, representando 65% do total. O Uruguai foi o país que mais ampliou o fornecimento para o mercado brasileiro, com aumento de 44%. Em seguida aparece a Argentina, com crescimento de 16%. O setor de espumantes teve alta de 9% em volume, apesar da queda de 24% nas importações. A retração foi puxada principalmente pelos embarques espanhóis, que recuaram 57%.
Vinhos importados mais baratos perdem espaço com inflação, enquanto rótulos premium avançam
