Controlada pela gigante chinesa State Grid, a CPFL Energia vê a emissão de “panda bonds” como uma possibilidade para financiar seus investimentos nos próximos anos, segundo o CEO do grupo, Gustavo Estrella.
Os “panda bonds” são títulos de dívida (corporativa ou soberana) emitidos na China em yuans e vistos como uma alternativa ao mercado de crédito externo em dólares.
Em entrevista ao Alta Voltagem, programa semanal da CNN, Estrella disse que a CPFL tem um plano de investimentos que atinge R$ 30 bilhões em cinco anos e classificou o controle pela State Grid como um “benefício” para a empresa.
O grupo brasileiro é avaliado como “grau de investimento” pelas principais agências de classificação de risco.
“Isso nos traz uma vantagem muito grande de acesso ao mercado de capitais estrangeiro, seja com ‘panda bonds’, que são sim uma possibilidade, seja com uma emissão de bonds internacionais, que conseguimos fazer com taxas bastante competitivas”, afirmou o executivo.
“O ‘panda’ tem a característica de prazos menores do que uma emissão de bonds internacionais. Hoje avaliamos as duas possibilidades. Mas, em boas condições de mercado, eu preferiria emissões mais longas. Por isso, talvez um bond [internacional] seja a nossa preferência de caminho, sem descartar a emissão de um ‘panda’.”
De acordo com Estrella, os chineses têm uma visão de longo prazo com o Brasil e a CPFL, que ultrapassa “momentos desafiadores” como o atual, com taxas de juros muito elevadas.
