Em um ano eleitoral como o de 2026, é natural que, pela lógica dos ciclos políticos, haja uma tendência a se promover medidas de caráter populista e, consequentemente, expansionistas, segundo Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos.
Isso não significa, porém, que a pressão sobre as contas públicas deixe de ser uma preocupação dos analistas, reforça o ex-secretário da Fazenda e Planejamento do estado de São Paulo.
De um lado, há o que o jargão popular batizou de “pacote de bondades” do governo federal, que contempla medidas de estímulo à economia via gastos da máquina pública, variadas entre linhas de crédito para motoristas renovarem seus veículos até a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
Estimativa do CNN Money mostrou que o “pacote de bondades” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve injetar mais de R$ 200 bilhões na economia brasileira em 2026.
Já vindo de um outro, estão as chamadas “pautas-bomba” que transitam nas mãos dos legisladores à espera de seu aval para “estourar”.
“O pecado mortal está no Congresso, porque são pautas com efeito fiscal muito relevante. É fundamental que se tenha entendimento entre os [Três] Poderes para impedir que sejam contratados gastos que não tenham como ser condicionados”, enfatiza Felipe Salto.
