Pompeia é frequentemente considerada uma cápsula do tempo intacta, uma cidade portuária antes movimentada que ficou em silêncio após a erupção do Monte Vesúvio, que cobriu a antiga cidade romana com uma espessa camada de cinzas no ano 79 d.C.
“Essa é uma narrativa muito persistente”, disse à CNN o Dr. Steven Tuck, professor e chefe do departamento de Estudos Clássicos da Universidade de Miami, em Oxford, Ohio. “Você caminha por Pompeia e praticamente é atingido por essa história: todo mundo morre, tudo é destruído.”
Mas as visitas de Tuck a Pompeia ao longo dos anos revelaram o que ele chama de “evidência pela ausência”, ou seja, pistas deixadas por objetos que não estavam mais presentes no dia da tragédia, como santuários domésticos vazios e estábulos sem animais.
“Quando você observa mais atentamente, percebe que há muitas coisas faltando que deveriam estar ali”, afirmou Tuck. “Não há barcos atracados no porto, e todos os cofres onde os romanos guardavam dinheiro estão vazios. Em determinado momento, percebi que isso não combinava com a história de que todos haviam morrido.”
Nos últimos dez anos, Tuck trabalhou no Projeto Sobreviventes de Pompeia, uma ampla pesquisa para identificar as pessoas que conseguiram fugir antes da destruição de Pompeia e da cidade vizinha de Herculano.
